Se não tem porquinha… vamos de Ruivinha!


1 – O sumiço de Margarida
Sou bem branquinha, cabelos ruivos, lisos, batendo na altura dos ombros, olhos verdes e grandes, bem expressivos, e sem sarninhas nas bochechas. Atualmente tenho seios e bumbum grandinhos e que chamam a atenção independentemente da roupa que eu estiver usando, e coxas grossinhas e bonitas. O que vou contar aconteceu há muitos anos, quando eu ainda morava na fazenda que era da minha família há gerações. No nosso casarão, antigo e de três enormes andares, viviam apenas eu, o meu irmão André e os meus pais. Os empregados que trabalhavam nas nossas terras moravam em casebres afastados ou em pequenas propriedades próximas da nossa.
Apesar do tamanho do casarão e dos inúmeros cômodos, eu e o meu irmão André dividíamos o quarto. Papai dizia que “privacidade excessiva não era bom”, mas naqueles dias eu não entendia o porquê. Em uma noite quente de verão, eu estava ainda acordada na minha cama e André não tinha vindo ainda para o quarto. Ouvi então os seus passos firmes subindo as escadas, caminhando pelo corredor, abrindo a porta do nosso quarto e indo para a cama. Pelo seu jeito de caminhar e respirar, parecia irritado, mas não perguntei nada porque André tinha constantes alterações de humor: às vezes era agradável comigo, mas às vezes se mostrava irrequieto e parecia não querer a minha companhia. Deitadinha na cama, virada de lado, luzes apagadas, ouvi-o me perguntar: “Você sabe onde foi parar a Margarida?”
Plantávamos soja e não costumávamos ter criações na fazenda, mas quando alguns celeiros ficavam vazios, a depender da safra, papai fazia pocilgas dentro de alguns deles e criava porcos ali. Alguns eram vendidos, outros dados de presente para os trabalhadores ou consumidos por nós. Era algo mais recreativo do que lucrativo, e assim que a safra voltava ao normal, as pocilgas eram desmontadas e aos celeiros era dada a sua destinação regular. E André, por uma razão qualquer, queria saber de Margarida, uma das porcas que era criada no celeiro mais próximo da nossa casa. Era uma porca bonita, gorda e mansa, que se destacava entre os demais suínos do seu chiqueiro, mas mesmo assim eu não fazia ideia de por que diabos André estava interessado nela naquela noite, e por que não tê-la encontrado o deixaria bravo. “Acho que papai a vendeu, André. Um homem veio aqui há uns dias para olhar as porcas. Não sei direito, mas acho que ele ofereceu ao papai um bom dinheiro pela Margarida. Deve ter levado ela com ele…” Ao ouvir aquilo André deu um soco no próprio travesseiro e ficou xingando baixinho. “Que foi, André? Tem outras porquinhas naquele celeiro, e em outros também…”, eu disse, confusa. “Cala a boca, sua tonta. Você não sabe de nada!”, ele sussurrou bravo. “Você sabe se a Lola é mansinha?”, ele me perguntou depois de pouco tempo. “Acho que não. Pelo menos no dia em que papai estava no celeiro com o fazendeiro que te falei, ele ‘tava dizendo que a Margarida era a única porca calminha que ele tinha.” André virou para o lado e foi dormir. Por alguma razão, parecia extremamente insatisfeito com o que acabara de ouvir.
2 – Os três amigos, a corda e o celeiro
Na tarde seguinte, usando um jeans desbotado e justinho, tênis confortável e uma blusinha de alcinha, eu estava sentadinha na varanda, quase pegando no sono. Foi quando vi André saindo do nosso porão, cuja entrada era na lateral da casa, com uma corda comprida e grossa nas mãos. Ele parecia ainda mau humorado e caminhava apressado na direção de dois rapazinhos que o esperavam ao longe: um deles logo reconheci, pela altura exagerada e forma arredondada: era Rodrigo, chamado pelos amigos de Merenda. Ele era filho do nosso capataz e tinha herdado o temperamento do pai: sisudo, de poucas amizades e parecia sempre disposto a bater nos outros. Quem estava ao lado de Merenda me parecia Negrinho, que era um pouco mais novo que André e Merenda, filho de um dos empregados de papai e cuja família morava em um casebre perto das nossas terras. Algo me dizia que aqueles três não iam fazer boa coisa com aquela corda, e esse sentimento, aliado à minha curiosidade, me fizeram segui-los de longe, por entre as árvores. À medida que os seguia, vi que tanto Negrinho quanto Merenda examinavam a corda e diziam que esta tinha tamanho e resistência suficientes. A minha curiosidade só aumentava, e continuei a segui-los enquanto saíam dentre as árvores e se dirigiam para o celeiro, onde antes ficava Margarida.
Ao ver os três amigos examinando a corda e se dirigindo ao celeiro, temi que fossem, por pura maldade, enforcar um dos pobres porquinhos dali. Prometi a mim mesma que, se fosse isso, eu os impediria, porque uma coisa era matar porquinhos para nos alimentar, outra coisa era fazer isso por pura maldade.
Escondida na entrada do enorme celeiro, bem iluminado naquela tarde quente, vi os rapazes caminhando em direção à pocilga que papai havia montado. Dali, não conseguia ouvir o que diziam, mas Merenda apontava ora para um, ora para outro porco, e os três discutiam entre si. O meu coração bateu mais aceleradamente quando Negrinho entrou no chiqueiro, amarrou a corda em volta do pescoço de uma porca enorme e de pele bem branca, e começou a puxá-la para fora da pocilga. A porca se debatia e algumas vezes avançava contra Negrinho, assustando a todos, mas com dificuldade ele conseguiu tirá-la dali. André logo fechou a porteira do chiqueiro, Merenda e Negrinho tentavam segurar a porca amarrada, que não só lhes dava muito trabalho como também agitava os demais suínos, que grunhiam sem parar. Os três uniram forças e finalmente seguraram a porca, amarrando a corda, que estava ao redor do seu pescoço, na cerca do chiqueiro, pelo lado de fora, de modo que o bichinho não se afastasse deles. Exaustos, vi os três se sentando no chão, arfando, e em pouco tempo a porca havia parado de grunhir e os seus “companheiros”, ainda presos no chiqueiro, já tinham se esquecido da “coleguinha” recém-retirada da sua companhia e estavam menos agitados.
3 – Bye-bye, porquinha…
Bisbilhotando da porta do celeiro, me preparava para invadir o lugar e impedir quaisquer maldades que os rapazinhos fossem fazer com a porca, que estava quieta, com a corda amarrando-a à cerca do chiqueiro. Aproveitei que os três estavam sentados no chão se recuperando, distraídos, para furtivamente adentrar o celeiro, me escondendo atrás de algumas sacas empilhadas junto a uma pilastra. Dali ouvi André, o meu irmão, dizendo que “iria primeiro”, ao que Negrinho tirou do bolso uma revista dobrada e lhe entregou. Assustada, vi como André, ainda sentado no chão, folheava a revista com uma das mãos e, com a outra mão, abaixava a calça até os joelhos, junto com a cueca, e começava a se masturbar olhando a revista. Naquele momento entendi o que faziam com Margarida e o que fariam com aquela outra porca, e queria sair correndo dali, mas se o fizesse, seria vista. Vi quando André, já “duro”, se levantou, colocou a revista sobre a porca e, posicionado atrás dela, segurando-a firme com as mãos, tentou penetrá-la, enquanto os amigos esperavam a sua vez. A porquinha grunhiu alto e se contorceu, a revista sobre ela caiu no chão, André segurou-a com mais firmeza com ambas as mãos. “Fica quieta!”, ele gritou, enfiando mais uma vez o pau duro atrás delas, e então… foi um caos: a porca grunhiu alto, se contorceu de tal forma que parecia que arrebentaria a cerca na qual estava amarrada, André caiu no chão e os amigos se levantaram assustados. Os demais porcos se agitaram novamente, grunhindo alto e se chocando contra a cerca, e a situação só piorou quando Merenda e Negrinho tentaram segurar a porca e não conseguiram, sendo jogados para longe. André gritou: “Eu disse pra gente escolher uma porca pequena! Eu avisei que a única mansa era a Margarida!” Com um repentino puxão, a porca se soltou da corda que a amarrava e correu para fora do celeiro, em meio as árvores. E foi então que os três olharam naquela direção e me viram.
e bem-vinda, Ruivinha!
Ao me verem, André logo subiu a calça, Negrinho recolheu a revista que caiu no chão e Merenda ficou estático. “Não conta nada pro papai, por favor…”, André pedia. Assustada e confusa, pensei fazer o mesmo que a porquinha e correr dali, mas Merenda deu um tapa nas costas do Negrinho e disse: “Pega ela!” Antes que eu alcançasse a mata, Negrinho já me agarrava por trás e me arrastava de volta ao celeiro, para perto dos seus dois amigos. Eu me debatia e gritava muito, e quando, ainda segura por trás pelo Negrinho, fui levada para perto do meu irmão e do Merenda, a minha garganta já ardia. “Me solta! ‘Tá me machucando! Me solta!!!”, eu pedia, mas o André só sabia insistir para que eu não contasse nada para os nossos pais. Quando olhei para a cara gorda, branca e sebosa do Merenda ostentando um sorriso safado, eu sabia que boa coisa não vinha. “É claro que ela vai contar pros seus pais, Dré. E aí o seu pai vai te encher o saco, o meu vai me quebrar a cara, e capaz dos pais do Negrinho serem demitidos pelos seus. Mas… se a gente fizer algo com ela… algo pra ela ficar com muita vergonha… aí ela não vai contar nada pra ninguém…”, ele disse isso correndo os olhos pelo meu corpo. Negrinho logo entendeu o que o amigo sugeria, porque me encoxou por trás, encostou o nariz na minha nuca e respirou fundo, dizendo no meu ouvido: “Hmmmm… cheirosa!” Mas André parecia confuso: “Como assim, cara? Deixar a menina com vergonha? De que porra ‘cês ‘tão falando?” “Menina? Não ‘tô vendo menina aqui. ‘Tô vendo uma porquinha bem mais mansa que a que correu.”, Merenda disse, e emendou: “Encosta a cabeça dessa porquinha no chão, Negrinho. Deixa eu mostrar pro Dré do que ‘tô falando!” E Negrinho, que me segurava os braços por trás, foi me obrigando a ficar de joelhos, e a partir disso ele forçou a minha cabeça pra baixo, até ela se encostar no chão, dizendo: “‘Tá vendo, Dré? Essa daqui não precisa de corda…”
O meu coração parecia que ia sair pela boca de tão apavorada que eu estava, e a minha vergonha só aumentava. Com o Negrinho me segurando assim, não conseguia sequer erguer a minha cabeça e olhar para eles, mas ouvia o André pedindo para os dois pararem com aquilo. O Merenda caminhou até atrás de mim e desceu a própria calça. “Solta ela, Negrinho! Daqui eu assumo!” “Não! Não quero! Me solta agora!!!”, eu gritei enquanto sentia as mãos magras e ásperas do Negrinho sendo substituídas pelas mãos gordas porém fortes do Merenda, que torcia um dos meus braços para trás e mantinha, com a sua outra mão, a minha cabeça encostada ao chão.
“Porra, cara! Solta ela! Solta ela!”, o André gritava, mas o Merenda respondia: “Se não quer ver, vai lá pro fundão do celeiro e espera a gente terminar! ‘Tô fazendo isso pra gente se garantir, porra! Deixa de ser fresco!”O Negrinho se ajoelhou ao meu lado, abriu a minha calça e abaixou-a até o meio das minhas coxas, fazendo o mesmo com a calcinha branquinha, sem se importar com os meus pedidos. Merenda torceu mais o meu braço, encostou a boca carnuda na minha orelhinha e disse: “Quero ver se ‘cê vai ter coragem de contar isso pra alguém!”, e então a cabeçona do pau dele encostou no meu cuzinho apertadinho e começou a forçar. André, agitado, andava de um lado para o outro, enquanto Negrinho olhava tudo de perto e Merenda forçava mais o pau atrás de mim… só que não entrava de jeito nenhum! “Caralho! Que porquinha apertada!” “Não! Para… para com isso! André, me ajuda! André!!!”, eu gritava tentando olhar para ele, mas não conseguia. Além da minha garganta estar ardendo, a minha voz saía fraca e rouca.
Com o meu rostinho molhado de lágrimas, sentia o corpo enorme do Merenda sobre o meu, ele tentando encaixar, me segurando os cabelos, torcendo o meu braço, forçando, forçando, forçando, forçando… até que finalmente a cabeça do pau dele entrou no meu cuzinho. Ele gemeu de tesão, segurou com mais firmeza os meus cabelos e aplicou nova torção no meu braço, e me disse baixinho: “Pronto. Entrou. Agora fica quieta senão quebro o seu braço!” Ele parecia falar sério, eu sem forças para gritar e muito mais fraca que ele. Naquele momento passou pela minha cabeça que da mesma forma que convenceram o André a ficar quieto para fazerem aquilo comigo, poderiam muito bem convencê-lo também a me matar depois que tivessem se divertido. Fiquei quieta, com medo, com vergonha, tentando ao máximo conter o choro, e senti o restante da vara grossa do Merenda entrar no meu cuzinho, me abrindo todinha, me fazendo sentir o que estava reservado para a porquinha que fugiu. Esfreguei o meu rosto no chão, gemi de dor. Merenda percebeu que a minha resistência tinha acabado e soltou o meu bracinho que doía demais, levando a mão, agora livre, ao meu bumbum, apertando, enquanto começou a estocar fortemente em mim, fazendo o pau entrar todinho e sair até a metade, repetidas vezes, em um ritmo lento, obrigando o meu buraquinho a se acostumar com aquela grossura de rola.
O meu corpo era prensado de encontro ao chão no ritmo das metidas do Merenda, e percebi Negrinho se levantando e dizendo para o André ficar tranquilo, mas o meu irmão mais velho ainda parecia agitado, inconformado. Os meus gemidos de dor eram baixos e roucos, os dedos gordos do Merenda me seguravam os cabelos com firmeza e o meu braço esquerdo, que finalmente estava livre, doía horrores. Podia sentir a rola grossa entrando todinha em mim, a virilha do Merenda se encostava no meu bumbum redondo, branquinho e empinado a cada metida funda, e ele de vez em quando se inclinava sobre mim, beijava e lambia a minha nuca, e sussurrava bobeiras no meu ouvido, enquanto se divertia. “Fica quietinha que já ‘tá acabando. Não adianta reclamar que ninguém vai te ouvir daqui. Se você ficar paradinha, vai doer menos.”, e apesar de ele me chamar de porquinha, quem gemia e suava como um porco enquanto enfiava era ele.
5 – Sai um gordinho, vem um Negrinho
Não sei quanto tempo Merenda levou até terminar, mas eventualmente os seus gemidos ficaram mais intensos, as suas estocadas, mais fundas e rápidas, a língua dele mergulhou na minha orelhinha, lambuzando-a toda por dentro… e ele me encheu o rabinho com a sua gosma quente e farta. Ainda com a vara grossa dentro de mim, ele deixou o seu corpo enorme cair sobre o meu. Parecia exausto. Afagou os meus cabelos com a mão, beijou a minha bochecha, e se levantou após alguns minutos. “Nossa… bem melhor que a Margarida, viu? Hehehehe… Quem é o próximo? Você, Dré?” Não sei o que o André respondeu, mas quem se aproximou de mim foi o Negrinho. Debruçada no chão, ainda com a calça e a calcinha arriadas, ouvi uma página sendo rasgada e senti uma folha me limpando o cuzinho, sujo do gozo do Merenda. “Caralho, Merenda. Que lambuzeira que ‘cê fez aqui… puta que pariu!Pronto. Agora ‘tá limpinha pra brincar de novo.” Logo, era o corpo do Negrinho que se deitava sobre o meu, ele já com a calça abaixada, posicionando-se em mim e começando a enfiar também no meu cuzinho. O pau dele não parecia ser tão grosso quanto o do Merenda, mas era mais comprido. À medida que entrava, eu mordia os meus lábios e me retorcia de dor. Tentei pedir novamente para que parassem, mas a voz não saiu e minha garganta parecia estar em chamas. Consegui olhar ao redor. Vi os porcos agora calminhos no chiqueiro, o Merenda erguendo a calça, o André sentado em um canto do celeiro; ele virou o rosto quando os nossos olhares se cruzaram.
O corpo magro do Negrinho se movimentava sobre mim com mais agilidade que o do Merenda, e os vaivéns que eu sentia em meu bumbum eram rápidos e incessantes, como se houvesse uma maquininha enfiando e tirando uma cenoura de dentro de mim. “Ai… ai… ai… ai…”, era o que eu podia dizer, em um fio de voz, enquanto o Negrinho dava “pulinhos” sobre mim, enterrando tudo e tirando, enterrando e tirando, enterrando e tirando… Até que ele enfiou bem fundo, bem fundo mesmo…. gemeu alto e prolongadamente… e gozou em mim, me entupindo o rabinho com o seu leite quente. Ele se levantou pouco depois, deu uma risada que até hoje não consigo me esquecer, cumprimentou o Merenda, ainda com o seu pau negro, fino e comprido, balançando para fora da calça e deu um tapa no ombro do André, que continuava ali sentado. “Vai lá, cara! Mete o ferro na irmãzinha pra gente ir embora logo. Pessoal marcou pelada pras quatro lá no campinho, esqueceu?” “Não vou em campinho porra nenhuma! Vão embora, porra!”, ele gritou, levantando-se e aproximando-se de mim. “Levanta daí, mana! Vambora!”, tentando me levantar pelo braço, mas eu não conseguia porque estava muito dolorida. “Simbora então, Merenda. Se o Dré vai ficar com frescura a gente tem que arrumar outro pra completar o time.”, disse o Negrinho, caminhando para a saída do celeiro. O Merenda se aproximou do André e disse, com o dedo na cara dele: “Se você não quis gozar na menina, problema seu. Não vai foder com a gente, filho da puta. Fiz isso porque não tinha mais a Margarida pra gente, e também pra essa ruivinha aprender a não meter o nariz no que não é da conta dela e não contar pra ninguém o que viu. Se você falar demais, a gente vai enrabar é você na próxima!”, e foi na direção do Negrinho, os dois se afastando dali.
6 – Tudo de volta ao normal. Será?
Merenda e Negrinho foram embora, André me ajudou a me levantar. Ergui a minha calça e calcinha. A parte da frente da minha blusinha, o meu rosto e minhas mãozinhas branquinhas estavam sujos de terra, o meu cabelo estava desalinhado e eu não conseguia ficar de pé sozinha, sem me apoiar no André, que dizia: “Fica calma, ‘tá? Vou olhar nos outros celeiros… deve ter alguma porca mansinha em algum deles… aí os caras esquecem de você.” Eu não tinha ânimo nem voz para responder e fomos saindo do celeiro, deixando para trás a corda ainda amarrada na cerca do chiqueiro, a página rasgada da revista do Negrinho caída no chão, suja da porra do Merenda. O caminho de volta levou uma eternidade porque eu andava muito devagar. Se o André me disse algo no caminho, se se desculpou, se justificou o que os amigos fizeram… não sei. Queria apenas chegar em casa, tomar um banho e torcer para que o André encontrasse logo uma porquinha mansinha para os seus amigos brincarem, porque eu não queria passar por aquilo de novo.
Nós chegamos em casa quase na hora do lanche da tarde. Sentir o cheirinho gostoso do bolo de fubá que a mamãe preparava na cozinha, no primeiro andar do casarão, e ouvir a voz do papai ao telefone, na sala, quase me fizeram sentir melhor. Entrei no casarão sem que me vissem e fui direto para o meu quarto, pegar outras roupas, e dali fui para o banho mais demorado da minha vida até então. O André ficou na varanda, mas quando saí do banho, com roupa trocada e me sentindo um pouco melhor, ele não estava mais lá. A mamãe disse que ele havia comido um pedaço do bolo e tinha ido jogar bola com os amigos. Eu fui para a cozinha comer bolo também. De lá pude ouvir papai ainda ao telefone. Ele cogitava com alguém do outro lado da linha a possibilidade de criar mais porcos, porque ele nunca imaginou que pudesse ganhar tanto dinheiro por um único suíno quanto ganhou com a Margarida. Mas garanto que se ele soubesse o que a venda da Margarida desencadeou daquele dia em diante, ele preferiria não tê-la vendido.
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